quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A era dos protestos e das manifestações




              

                                              Cunha e Silva Filho


          Protestos e manifestações, certos  ou  errados,  nas ruas,  em praças públicas  e, agora,  nas redes sociais,  nascem  dos  interesses  lesados de uma sociedade  civil  cada vez mais  consciente  e informada sobre os erros  e  desacertos  de governantes, seja aqui no Brasil, seja na Europa, na Ásia,  na África, na Oceania, na  Antárdida. A insatisfação é geral e o mundo  não vai bem  em  muitos sentidos,  sobretudo  no que tange à convivência pacífica entre as nações.       
        Aposto num dos motivos  desse desequilíbrio  entre  sociedades e governos de qualquer coloração ideológica,    a não que esta  última seja cubana  ou  chinesa, quer dizer,  de países  que  abortam qualquer tentativa de falar   mal dos governos, pois se consideram  infalíveis e donos  do pensamento  coletivo.  Neles ninguém  pode levantar a crista que já sabe o que acontecerá: prisão o mesmo   morte sumária.  
        Nunca  vi pela  Internet  tantas solicitações  par  abaixo-assinados. Mil  insatisfações  revelam suas  razões:  crimes  contra  o meio ambiente,  contra  matanças de animais,  contra  racismos,  contra   a impunidade, a corrupção, a violência,  os baixos salários,   a competição  desleal,   a condição precaríssima  da saúde,  os crimes familiares,  a lista é, repito,  inumerável. Nem mesmo consigo  atender a todas as solicitações  que  me chegam à caixa de correio  eletrônica. Uma delas até me  fez uma advertência: “Quem fica imóvel  é poste.”  Esses  pedidos de assinaturas  de  organizações,  ONGs e semelhantes  são dirigidos  a autoridades no exterior e aos responsáveis  pelas decisões dos  problemas mais  graves de nossa nação.
          Não sei  até onde surtem efeitos, sobretudo levando-se em conta que  aqueles a quem cabe   resolver  problemas  não me  parecem   ter  dar ouvidos  a muitos dos  pedidos justos  dos signatários   de abaixo-assinados. E, para concluir este parágrafo,  tenho  minhas dúvidas  se  nosso autoridades,   prepotentes como  são, já atenderam    a essas  reivindicações de cidadão brasileiros.
        De qualquer  maneira,  este tipo de  luta   democrática  tem sua  validade. Pressiona,  torna  visíveis as questões que devem ser  resolvidas e o pior  seria se não houvesse  mais  esse canal  de luta  pacífica, de exercício de cidadania,  tão fundamental  para  revigorar  e atualizar  a democracia brasileira.É mais um  espaço a nosso favor para que o transformemos em  fórum   dos descontentamentos   do  povo, da sua indignação  pelos  erros dos setores  municipais,   estaduais e federal. A rede social,  o Facebook,  que tem alguns exageros  de linguagem desabrida e debochada, descambando até para o  palavrão,  é um poderoso espaço virtual  que não deve ser negligenciado  pelos governantes.
        A contrário do que   alguns  dizem  por aí,  o Facebook não é só usado para  discurso  superficiais.  Pessoas  de alta competência,   escritores,  profissionais  liberais,   artistas,   donas de casas,  jovens, idosos, políticos, todos têm  sua  liberdade   para  elogiar   ou verberar contra os  desatinos  de governos   falhos  e  indignos de  dar continuidade  a seus mandatos. O Facebok  é um fórum  de   entrelaçamento  de  amigos,  de conhecidos,  de compartilhamentos de visões  múltiplas que, a meu  ver,   prestam  um  alto  sérico cívico,  cultural, social  e histórico.
        Houve tempo em que  pensei ser  esse veículo  da palavra, do vídeo, das ilustrações,  cartuns e outros  instrumentos  de comunicação gráfica ou  oral, um  espaço  só  para fofocas,  exibicionismo  e futilidades. Ainda tem esse lado descartável, reconheço. Porém, a bem da verdade,   ele é  principalmente fonte  rica de  informações,  de trocas  de  ideias,  de diálogo  e de oportunidade de comunicação  entre  patrícios ou entre  povos  diferentes. Basta saber usá-lo como  meio  de transmissão  e troca  de conhecimentos, de alertas e de  reunião de forças  para combater   os males   da sociedade  contemporânea.
     
     
 
  




           

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