quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

BRAZIL'S OVERVIEW CORNER: American policemen are wrong: black people will certainly claim their rights

[This Portuguese  translation of this article  is found at the end of  the English  text]
                                                                              By Cunha e Silva Filho

          If I remember correctly,  up to now,  three black youths and one adult have been  killed by the American  police. This  death toll is already  exceeding the  limits of brute force   and barbarous  actions  against  American-African   people in  the USA.  Something is  not  being  well administered  in the  policy of  violence  in a country  that should never  allow such  crimes   might be   commited by  those who  are paid  by the State  to defend  the  people of the USA  irrespective of  the color of their skin. In my view,  those actions  are  clearly   illegal and should accordingly  be  rigorously  punished by American   Justice,  in each   state of  the country.     
            In  a country  the   records of  which  have been  regrettable  along  policemen violence against  black  people, in a country  that  has  gone through  a historical bloody  past  brought  about   the stigma  of  racism, social  segregation  between  whites and blacks that culminated  with  the   battle  of  racism   by  great men like  Martins  Luther  King and a few other  leading    men   who  faced   the most disgusting  kind of  feeling represented by  the social  evils  caused by racism,  a fascist   conception  of  valuing  human  beings  by mere   skin  difference which  does not  find any  scientific   support from   science.
           I think   it is high time  President Obama, specially because  he himself is  half-bred  and a Nobel  Peace  Prize winner, and is so   morally  the  most  important    person  to   take the lead  and  once and  for all to   strive for putting  an   end to this  bloodshed people  the world over has  seen on  TV channels.  
        He is  vested with   all the weight of  his  influence and power  to   find a solution    for  the  successive   deaths  of  black  people  in the  country   he is  currently    ruling..  It up to  him  to endeavor all  his  efforts  with  the help  of  allied white  important  American   leaders to fight against racism with a steady   fist   and  with all the authority  he has been  entrusted with by  American Constitution.
         His  political  biography will  be scratched  if he  neglects  this  crucial   issue. I am sure he does not  wish  it to happen. Great men,   statesmen  of the past, including  Abe Lincoln,  have proven themselves,  by their  remarkable biographies,  that  there are enough   good examples which  Obama  can mirror  on  to  find an immediate   way  out    as far  this  serious   problem is concerned. In one of   President’s Obama  recent  speeches  he asked for  society  to be “calm”  concerning   the deaths of  black people, in my view,   by unprepared policemen. He is, so to speak,  on the horns of  two dilemmas: either the USA  humanizes  her   police  force, or there will  certainly be   days of  unprecedented   social turmoil  ahead.
       Therefore, President  Barack  Obama  will have to show  all  his   authority by  punishing   criminal  policemen anywhere in the USA.  What cannot  go on is the  form by which  black people are being  shot dead nowadays. For no  concrete  reasons, it seems to me,  a black human being  should be shot dead  at close range. In sound  conscience,  this is  not  the right way for a policeman  to  fire against   a supposed  criminal. Even a recognized  criminal  should  be treated   according to  right   forms  of  military procedures.
       I hope the American  people as a whole,  blacks and whites, will  join this  struggle, of course in  a peaceful  way,  hand and  hand   with President Obama. If  society  in  bulk  protests against the   barbarous – a shame on   modern times  for a civilized  nation which ranks first in the  world economy -  behavior shown  by some policemen  when  treating or  searching   a suspect just  because he is poor and black, I am  mostly sure  the  problem   will    result  favorable  for  black  people in general.
     Thus,  only  the  pressure of  civilian society  with the   authority  of the President  of the United States will  violence  against blacks  change for better or even  be reduced almost to nothing. The problem  is in the hands  of  American  people  of good will  who  know that   only through peaceful means  will  the country  get   his   best of  practising true democracy.
      I guess  this is one of the  strategies  that should at once  be  instrumental in tackling this  issue and so  avoid  those    abominable disproportionate   actions of  policemen in groups  trying to    shackle just one   unarmed man crying alone  in utter despair: “I can’t breathe”,  by repeating  his words   without   the  least sign of  mercifulness on the part of the  strong and  at the same time  coward  cops.  So was killed the black American  man, an American born  citizen   entitled to the same benefits granted  to any  citizen  living under  American  Civil  Rights guaranteed by  the American  Constitution.
        His  final   and  agonizing   cry, “I can’t breathe’,  if depended on this  columnist,  should  be  a meaningful  motto to be  echoed everywhere  in  the  country of George Washington and other  great  men  of  the USA. As a Brazilian writer,   from this column I am  expressing my deepest  sympathies to the  family of this innocent, perhaps one  among others in the same  situation.
      In conclusion of my  ideas about  these   very sad  incidents,  allow me  to  get inspiration   in the  four freedoms  proposed by  Franklin Delano Delano Roosevelt,  by the way cited in my previous  article in this  blog:  a fifth  freedom from   fear of being born  black in  the United States with the right of  walking,  go anywhere and live  in  peace like any other individual in  the world.

Policiais americanos  estão errados: a  população  negra seguramente usará de seus direitos

                                                        Cunha  e Silva Filho

             Se não incorro em  erro, até agora três americanos de cor negra e um adulto foram  assassinados  pela polícia  americana.  Este número de   homicídios já extrapolou  os limites   da violência e de ações bárbaras  contra afro-americanos nos Estados Unidos. Algo  não  se está  fazendo  corretamente  na administração  da  política  da violência usada por policiais no país  que não deveria  permitir  que  tais crimes  pudessem ser  cometidos  por aqueles  que são pagos pelo  Estado a fim de defender as pessoas independentemente  da cor da pele. Na minha  visão,  essas ações são claramente  ilegais e , com tal,  devem ser  punidas  com o rigor da Justiça  americana em cada    estado.
Um país cujo recorde de violência policial  contra negros tem sido  recentemente  deplorável,  num país sobretudo que já passou  por derramamento  de sangue  em períodos históricos  passados e que provocaram  o estigma do racismo, da segregação social entre  brancos e pretos,  culminando na batalha  contra o racismo.
Esta batalha  foi   conduzida por  eminentes homens como  Martin Luther King e poucas outras  figuras de destaque,  que enfrentaram o mais  detestável  tipo de  sentimento representado pelos males sociais  produzidos  pelo estigma do  racismo, uma concepção  fascista de  valorizar seres humanos meramente pela cor da pele, a qual  não  se sustenta  cientificamente.
Julgo que já era hora de o  Presidente Barack Obama enfrentar a questão do racismo e da causa do negro  pobre americano  de um  vez por todas, seja por ser ganhador do Prêmio Nobel da Paz, seja por ser  mestiço  e por ser, assim, moralmente a pessoa mais   proeminente   a fim de  pôr cobro    a este  derramamento de sangue a que  se tem  assistido  pelos  canais de TV do mundo  inteiro.
Obama está investido de todo o peso  pessoa de sua influência e poder a fim de  encontrar uma solução  para  as sucessivas  mortes  de  negros no país  que governa. Cabe a ele  esforçar-se ao máximo   com o apoio de  importantes  aliados líderes  brancos com o objetivo de  combater o racismo  com  pulso  firme e com toda a  autoridade que lhe outorga a Constituição americana.
Sua biografia política será arranhada se houver  desatenção dele sobre  esta intrincada  questão e estou  certo de que ele não  desejará isso  para si. Notáveis homens, estadistas do passado, incluindo Abe Lincoln,  demonstraram, através de suas   magníficas  biografias, que existem suficientes bons exemplos nos quais  Obama  pode se espelhar a fim de  encontrar  uma saída no que concerne a este sério  problema. Num dos mais   recentes   pronunciamentos  do Presidente Obama, ele pediu que a sociedade se “acalmasse” no que tange às mortes de negros,  a meu ver,  causadas  por  policias  despreparados. Ele,  por assim dizer,   se encontra diante de dois dilemas: ou  os EUA humanizam seus policiais, ou haverá  seguramente  dias  de turbulência sem  precedente pela frente.
Por  conseguinte,  O Presidente Obama terá que fazer valer toda a sua autoridade punindo  policiais criminosos em qualquer parte dos  EUA. O que não  pode  persistir é a forma pela qual  negros  estão sendo fuzilados atualmente. Por motivos  não claramente justificáveis,  um negro  abordado deve merecer ser executado à queima  roupa. Em sã consciência,  esta não é a maneira  correta de um policial atirar contra  um suposto   bandido. Até mesmo  indiscutíveis  criminosos  devem   merecer um  tratamento  consoante  modos  corretos  de ação militar.
Espero que  o  povo americano  como um todo , pretos e brancos, juntar-se-ão nesta luta, é claro,  por meios  pacíficos, de mãos dadas com o Presidente Obama. No caso de a sociedade em bloco protestar contra  a maneira  selvagem -  vergonha para  os tempos modernos de uma nação civilizada  que detém  o  primeiro  lugar na economia  mundial -  demonstrada  na abordagem por  alguns policiais de  suspeitos meramente  por serem  negros e pobres, não tenho dúvida de que o problema terá  efeitos favoráveis  aos negros em geral.
Desta maneira,  somente  a pressão da sociedade civil junto com a autoridade do Presidente  dos EUA fará com que a violência contra negros  melhore ou mesmo  se reduza  ao mínimo. A questão  fica nas mãos  do  povo americano de bons sentimentos, os quais sabem que,  somente  pela paz o pais  encontrara sua  melhor   e verdadeira  atuação democrática.
Creio  que esta  é uma das estratégias  que deveriam   de mediato  ser implementadas na  resolução   da questão e assim  evitar esses abomináveis  ações  desproporcionais de policiais em grupos procurando algemar um homem sozinho  e desarmado gritando em desespero: “Não consigo respirar”, repetindo suas  palavras sem a mínima  reação  de misericórdia da parte  de corpulentos  e ao mesmo tempo   covardes  policiais.
Assim  faleceu  este homem negro, um cidadão americano com direito  à mesma proteção  dos Lei  constitucional americana.Seu grito final e agonizante, “Não consigo  respirar”, se dependesse deste colunista,  bem  deveria   ser o lema emblemático ecoando   por todo  o país  de George Washington e outros ilustres  varões da América. Como  escritor brasileiro,  desta  coluna expresso minhas  sentidas  condolências  à família  deste inocente, talvez um entre outros na mesma  situação.

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