sábado, 26 de outubro de 2019

NÃO SOU DA DIREITA

                                              CUNHA E SILVA FILHO



Com todo o respeito que V me merece, poeta Carlos Alberto Gramoza, V. não conhece o que já escrevi em mais de quatro décadas. Me definir como socialista democrata não é um labéu para mim nem tampouco para meu pai, mas afirmar sem evidências de argumentação sólida, sem hermenêutica refinada e consolidadas em leituras de autores de primeira linha, como as que utilizei no embasamento da minha Tese de Doutorado, à frente Antônio Candido 1918-20170, sobre João Antônio (1937-1996)
V. não pode me acoimar de direitista. Isso não aceito nem aceitarei jamais. Não sou - reitero e por mais um vez em relação a outros supostos proselitistas da esquerda brasileira - que não me alinho a governos fascistas nem direitistas para mais ou para menos nem à chamada esquerda caviar, - esses falsos moedeiros oportunistas das benesses do Estado Brasileiro e do próprio capitalismo ianque assim como dos lucros familiares auferidos e heranças provindas do latifúndio rural. Não obstante isso, V. me define, com homem da direita.
Não sou da esquerda por varias razões que aqui não vem  ao caso elucidar. Ao longo dos meus escritos provincianos e, depois, escritos no Rio de Janeiro e com reprodução para outros países, jamais, numa só linha, um linha sequer, defendi as classe dominantes e sempre, ao contrário verberei corajosamente os inimigos dominadores dos humilhados e ofendidos do meu país.
Combati duramente o governo Lula quando ele se debandou para a dimensão mais hedionda de um governante - a cumplicidade com os ladrões do Erário Púbico, com as desídias de membros diletos de seus governos compactuados com toda a sordidez que resultou nas investigações conhecidas como os crimes financeiros e o mar de lama putrefacta, propineira mancomunados com com o grande capital brasileiro.
Não sou direitista porque sempre combati com coragem e continuamente o crime organizado, a violência brutal, a insolvência financeira do Estado Brasileiro, as malandragens ignominiosas de politiqueiros venais que tomaram conta do país - isto sim - dominadores vorazes com tinturas manchadas de um populismo fake instalado nos porões do petismo solapador dos dinheiro público e propulsor das condições mais abjetas daí resultante ao país dizimado: alto custo de vida, desemprego, saúde sucateada, transporte de baixa qualidade, educação destruída, gigantismo estatal. entre outra grandes mazelas nacionais.

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